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	<title>DA framework « Plataformatec Blog</title>
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	<description>Plataformatec&#039;s place to talk about Ruby, Ruby on Rails, Elixir, and software engineering</description>
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		<title>Disciplined Agile Framework &#8211; Primeiras Impressões</title>
		<link>/2018/01/disciplined-agile-framework-primeiras-impressoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel J. Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jan 2018 17:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[Agile]]></category>
		<category><![CDATA[contagil]]></category>
		<category><![CDATA[DA framework]]></category>
		<category><![CDATA[metodologia ágil]]></category>
		<category><![CDATA[opinativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escalar Ágil é um assunto cada vez mais em voga, especialmente após quase uma década de experimentação desses métodos, já não é mais necessário provar que a abordagem dá certo. O desafio agora é outro: como adaptar os métodos adaptáveis para necessidades, digamos assim, de gente grande? As startups começam a crescer e empresas tradicionais ... <a class="read-more-link" href="/2018/01/disciplined-agile-framework-primeiras-impressoes/">»</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Escalar Ágil é um assunto cada vez mais em voga, especialmente após quase uma década de experimentação desses métodos, já não é mais necessário provar que a abordagem dá certo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio agora é outro: como adaptar os métodos adaptáveis para necessidades, digamos assim, de gente grande? As startups começam a crescer e empresas tradicionais percebem a oportunidade. Agile começa a chamar a atenção como um diferencial para o negócio e não apenas mais para TI. Projetos (ou iniciativas) de software isoladas são relativamente simples; Conversar com  o pessoal de operações, auditoria, times remotos, fazer terceirizações, gerenciar projetos maiores, ter uma visão holística de programas, portfolio, trazer previsibilidade, alinhar as iniciativas às necessidades de marketing e jurídicas etc. Esses e outros fatores trazem uma complexidade maior que, a princípio, os primeiros métodos ágeis não eram capazes de responder ou pelo menos não o faziam de maneira muito simples. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pergunta da vez então era: &#8220;como eu escalo isso?” Uma série de iniciativas surgiram para provar que tal método escalava e também alguns frameworks voltados exclusivamente para escala. Num mapeamento não exaustivo recente, levantei algumas abordagens: SAFe, LeSS, Nexus, Scrum at Scale, o próprio DAD e até mesmo o controverso Case Spotify. Nesse artigo, vou discutir minhas percepções sobre o Disciplined Agile Framework. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De antemão, acho honesto informar que minha experiência em escalar Agilidade vem de necessidades específicas de contextos onde trabalhei: necessidades regulatórias (SOX, Basileia etc, PCI entre outros), necessidades de terceirização com times remotos  e limitadas por requisitos trabalhistas e também limitações impostas por estruturas funcionais rígidas com alta especialização (banco de dados, operações etc.). Não cheguei a usar o DAD em profundidade e, apesar de ter estudado o framework, não passei por nenhum dos cursos oficiais e não me aprofundei o suficiente para conhecer todas as suas nuances. Esse artigo é apenas opinativo. Dito isto, vamos em frente.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;"><strong>O DA Framework</strong></span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a definição, O Disciplined Agile (DA) Framework de decisão é uma estrutura que fornece orientação para ajudar organizações a simplificar seus processos, de maneira sensível ao contexto, dando uma fundação sólida para a agilidade nos negócios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Historicamente, o Disciplined Agile Framework  nasceu em 2009 como um framework proprietário da IBM, voltado exclusivamente para estratégias de delivery de software, com sua primeira versão &#8220;madura&#8221; lançada para o mercado em 2012, por ocasião da publicação do &#8220;livro do veleiro&#8221;. Mais ou menos na mesma época que o SAFe veio à tona. </span><span style="font-weight: 400;">Naquela época, ao procurar por visões de agilidade em escala, não eram raras as representações do DAD (Disciplined Agile Delivery) como o kernel do SAFe; Enquanto o DAD fava uma visão de como entregar, o SAFe tentava organizar isso em visões táticas e estratégicas. Em 2014 o DAD passou oficialmente para as mãos do DA Consortium, teoricamente rompendo seus laços com a IBM e finalmente, no final de 2017, com a publicação do DA Framework, o DAD tornou-se independente da visão do SAFe, fornecendo sua própria abordagem de agilidade para as visões em níveis de operação, área de TI e para a organização como um todo.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-7160 aligncenter" src="/wp-content/uploads/2018/01/image-1024x937.png" alt="" width="486" height="445" srcset="/wp-content/uploads/2018/01/image-1024x937.png 1024w, /wp-content/uploads/2018/01/image-300x274.png 300w, /wp-content/uploads/2018/01/image-768x703.png 768w, /wp-content/uploads/2018/01/image.png 1174w" sizes="(max-width: 486px) 100vw, 486px" /></p>
<h2><strong>Escala na visão do DA Framework</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O DA Consortium tem uma abordagem bem pragmática para aquilo que considera escalar ágil. Ele cita diversos fatores de escala: tamanho do time, distribuição geográfica, distribuição organizacional, compliance, complexidade técnica, complexidade de domínio. Eu particularmente concordo com essa abordagem pois, dentro da minha experiência, são esses os fatores que tendem a complicar o uso do ágil.</span></p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-7161 aligncenter" src="/wp-content/uploads/2018/01/image-copy-1024x991.png" alt="" width="461" height="446" srcset="/wp-content/uploads/2018/01/image-copy-1024x991.png 1024w, /wp-content/uploads/2018/01/image-copy-300x290.png 300w, /wp-content/uploads/2018/01/image-copy-768x743.png 768w, /wp-content/uploads/2018/01/image-copy.png 1044w" sizes="(max-width: 461px) 100vw, 461px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que eu senti falta, ou pelo menos não encontrei de forma tão explícita, foi uma maneira de endereçar especificamente os fatores de complexidade explicitados na teia acima. Como o DA Framework se posiciona como um &#8220;framework de decisão sensível ao contexto&#8221;, acho que essas decisões poderiam ser mais direcionadas de acordo com um assessment feito com base na escala desses fatores.</span></p>
<h2><strong>Um novo Manifesto Ágil</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma coisa legal que eu achei na iniciativa é a noção de que a agilidade não deveria ficar restrita às necessidades do cliente e nem às iniciativas de desenvolvimento de software. Nesse sentido, o DA propõe uma evolução do Manifesto Ágil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo &#8220;software em funcionamento&#8221; seria substituído por Soluções Consumíveis, para dar visibilidade de que nem sempre software é o que agrega valor para a organização. Nesse contexto, soluções consumíveis é um termo bem mais abrangente, numa primeira iniciativa para expandir a agilidade para além da TI.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo &#8220;colaboração com o cliente&#8221; seria substituído por &#8220;colaboração com stakeholders&#8221;, para dar visibilidade de que num contexto corporativo, é preciso interagir com uma gama de outras partes interessadas não restritas apenas ao cliente da solução. Nesse sentido, a palavra stakeholders é bem mais abrangente e ajuda a dar um contexto da complexidade enfrentada nas iniciativas de desenvolvimento das soluções consumíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Particularmente, acho que mais do que as palavras escolhidas para o manifesto ágil, o que deve ser valorizado é o mindset, e nesse sentido, seria desnecessária qualquer evolução do manifesto original. Por outro lado, essas pequenas alterações podem ser interpretadas como uma licença poética para explicar o conceito do DA, e realmente me ajudaram a pegar o tom da proposta.</span></p>
<h2><strong>Os 7 princípios</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Num aprofundamento dos conceitos por trás do manifesto modificado, o DA propõe 7 princípios. Esses princípios são os direcionadores para a mentalidade que alguém buscando escalar a agilidade em sua organização deveria ter.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe um princípio core que faz com que o foco seja mantido nos clientes &#8211; &#8220;<em>Delight Customers</em>&#8221; e outros 6 princípios que orbitam, ou melhor, habilitam este princípio. </span><span style="font-weight: 400;">Inicialmente eu achei a ideia um pouco contraditória com o &#8220;novo manifesto&#8221;, melhor seria se o princípio  fosse &#8220;<em>Delight Stakeholders</em>&#8220;. </span><span style="font-weight: 400;">Mas depois eu entendi que é preciso colaborar com os stakeholders para no final poder encantar os clientes das soluções consumíveis. Um outro ponto de desconforto em relação a esse princípio é que em alguns momentos o DA parece defender que o cliente seja surpreendido positivamente. Eu particularmente discordo dessa abordagem de gold plating. Eu sou muito mais adepto à gestão de expectativas e à abordagem de customer success do Lincoln Murphy, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns princípios como &#8220;<em>be awesome, optimize flow e choice is good</em>&#8221; não definem muito o DA Framework além do que os princípios fundamentais do Agile já fazem, por isso não vou entrar muito nos detalhes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros princípios como Enterprise Awareness, Pragmatism e Context Counts por outro lado, vão de encontro à ideia principal do framework.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Enterprise Awareness</em> chama a atenção para os times das iniciativas de que existe um mundo lá fora, e é preciso ter consciência de que esse mundo impacta a maneira como você trabalha e vice-versa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Context-Counts</em> chama a atenção de que não é possível que um framework prescritivo se encaixe em todos os contextos, principalmente naqueles de maior complexidade. Pragmatismo, outro princípio, complementa o Context-counts  no sentido da falta de compromisso com um framework específico, e o princípio &#8220;<em>choice is good</em>&#8221; fecha o quebra cabeça, fornecendo estratégias para escolher as melhores ferramentas dado determinado contexto.</span></p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-7162 aligncenter" src="/wp-content/uploads/2018/01/Pasted-image-at-2018_01_31-04_01-PM-980x1024.png" alt="" width="541" height="565" srcset="/wp-content/uploads/2018/01/Pasted-image-at-2018_01_31-04_01-PM-980x1024.png 980w, /wp-content/uploads/2018/01/Pasted-image-at-2018_01_31-04_01-PM-287x300.png 287w, /wp-content/uploads/2018/01/Pasted-image-at-2018_01_31-04_01-PM-768x803.png 768w, /wp-content/uploads/2018/01/Pasted-image-at-2018_01_31-04_01-PM.png 1024w" sizes="(max-width: 541px) 100vw, 541px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conceitualmente, a ideia me pareceu bastante consistente, embora na prática eu não tenha conseguido enxergar muito como isso funcionaria. Por exemplo, o DA vende sua ideia de ser um &#8220;agregador de todos os métodos&#8221;, chegando inclusive a criticar corpos de conhecimento como ITIL e PMBoK.  </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-7163 aligncenter" src="/wp-content/uploads/2018/01/Pasted-image-at-2018_01_31-04_02-PM-1024x430.png" alt="" width="568" height="238" srcset="/wp-content/uploads/2018/01/Pasted-image-at-2018_01_31-04_02-PM-1024x430.png 1024w, /wp-content/uploads/2018/01/Pasted-image-at-2018_01_31-04_02-PM-300x126.png 300w, /wp-content/uploads/2018/01/Pasted-image-at-2018_01_31-04_02-PM-768x323.png 768w, /wp-content/uploads/2018/01/Pasted-image-at-2018_01_31-04_02-PM.png 1252w" sizes="(max-width: 568px) 100vw, 568px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, a parte de &#8220;<em>choice is good</em>&#8221; e a estratégia de utilizar &#8220;<em>lâminas de processo</em>&#8221; que podem ser escolhidas conforme a necessidade, fazem do DA Framework um grande &#8220;AgileBoK&#8221;, adotando exatamente a estratégia criticada. O fato de referenciar o PMBoK por PMIBoK e o fato de utilizarem a mesma estratégia criticada denotam uma possível falta de conhecimento dos autores sobre o assunto,  tornando um pouco frágeis seus argumentos de venda.</span></p>
<h2><strong>A Big Picture</strong></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-7164 aligncenter" src="/wp-content/uploads/2018/01/image-copy-2-1024x770.png" alt="" width="580" height="436" srcset="/wp-content/uploads/2018/01/image-copy-2-1024x770.png 1024w, /wp-content/uploads/2018/01/image-copy-2-300x226.png 300w, /wp-content/uploads/2018/01/image-copy-2-768x578.png 768w, /wp-content/uploads/2018/01/image-copy-2.png 1236w" sizes="(max-width: 580px) 100vw, 580px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse ponto, o DA começa a apresentar suas &#8220;Disciplinas&#8221;, exatamente como fazem os corpos de conhecimento. Eu gosto de corpos de conhecimento, os BoKs da vida, pois acho legal agregar ferramentas e técnicas e permitir sua comparação. Minha única crítica, mais uma vez, é que fica parecendo que o DA Consortium criou exatamente aquilo que jurou combater.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essencialmente, o Framework atua nos níveis de entrega, DevOps, Área de TI e Organizacional, sendo que originalmente direcionava apenas a parte de entrega.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No nível de Delivery, a estratégia é fornecer fluxos completos de ciclo de vida, com várias estratégias que podem ser escolhidas levando-se em consideração desde a maturidade do time até mesmo a estratégia de negócios: há sugestões de fluxos de agile básico usando Scrum, e até mesmo fluxos exploratórios para startups. O que é bem legal e pertinente. Tenho visto Agile Coaches forçando a barra de processos em cima de times que ainda não têm  condições de adotar práticas mais avançadas e realmente a abordagem do DA traz essa reflexão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No nível de DevOps, a ideia é discutir boas práticas na interação do desenvolvimento junto com operações. As abordagens são bem interessantes, discutem agilidade do ponto de vista de Segurança, Help Desk, Administração de Dados, Operações e gestão de releases. Entretanto, foi ao subir para esse nível que fiquei decepcionado, pois, sinceramente, esperava a apresentação de uma estratégia para aplicação de agilidade além da Tecnologia, o que não aconteceu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No nível de Área de TI, são apresentadas estratégias em nível tático e estratégico de gestão de tecnologia, assim como a interação da área de TI com o restante da empresa. São apresentadas estratégias de gestão de pessoas, produtos, portfolio, governança, arquitetura organizacional e engenharia de reuso, contudo, num nível bem mais raso do que DAD e DevOps.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Finalmente, no nível Organizacional (Disciplined Agile Enterprise), a coisa ficou bem confusa pra mim. Minha impressão é que foram ultrapassados os limites de um framework, invadindo disciplinas como Marketing, Vendas, Financeiro, Jurídico e Compras, para as quais já existe muito conhecimento e práticas que foram desenvolvidas ao longo de décadas. Eu esperava que a abordagem simplesmente citasse alguns requisitos, pontos de contato dos outros níveis mas em alguns momentos o DA Framework. Entretanto, o as diretrizes do DA parecem tentar ensinar para esses departamentos qual é o jeito correto de se trabalhar. Resumindo, passou do ponto.</span></p>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Juntando tudo, me pareceu que: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">De verdade, apesar da tentativa, o foco continua em TI (e vai ser difícil sair)</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Me pareceu que faltou uma estratégia de assessment e implantação mais clara.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Faltou também uma estratégia um visão específica para as variáveis de escala: tamanho do time, distribuição geográfica e organizacional, compliance, complexidade técnica e de domínio</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Tentativa de reinventar a roda na Administração de empresas, mas sem arranhar a superfície da complexidade dessas disciplinas</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">No final, é um bom Framework geral, bem estruturado e pertinente, mas seu detalhamento é, assim como o PMBoK, um bom BoK (body of knowledge)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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